Na tarde desta quarta-feira (9) durante entrevista coletiva na FIESP, o ministro das Relações Exteriores e vice-primeiro-ministro da Itália, Antonio Tajani, salientou que as relações comerciais entre Brasil e Itália continuam crescendo de tal maneira que reuniões bilaterais anuais foram institucionalmente acertadas.
Segundo ele, esse acerto já indica o sucesso da maior missão italiana já enviada ao Brasil. Tajani afirmou, ainda, que a relação de amizade com o Brasil "permanece intacta" independentemente do resultados das eleições presidenciais que acontecem em outubro.
Durante plenária institucional realizada no salão nobre da FIESP Tajani recebeu recebeu a Ordem do Mérito Industrial de São Paulo, homenagem outorgada a cerca de 50 autoridades, entre elas o ex-premiê britânico David Cameron e o ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro. "Surpresa e orgulho com essa homenagem do mundo industrial brasileiro". Ele aproveitou para clamar por "joint ventures de empresas italianas e brasileiras para além de nossas fronteiras".
Tajani admitiu que EUA e Europa sempre foram protagonistas dos interesses comerciais italianos, mas que é preciso "ter certo grau de ambição" e que a guerra comercial travada entre EUA e China "nos leva à necessidade de explorar alternativas". O ministro advoga o entusiasmo com as possibilidades ensejadas pelo novo acordo entre União Europeia e Mercosul e cita o fato da Itália ser o primeiro país europeu a emitir sinais claros de que acredita no Brasil e no Mercosul. "Este é o maior acordo comercial já estruturado no pós-segunda guerra mundial".
A abertura do mercado italiano às empresas brasileiras também é uma meta de Tajani que enxerga na reciprocidade um elo cultural comum às nações. "Já acenamos com a possibilidade de receber uma missão de empresários brasileiros na Itália".
