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Press release · 18/09/2026 · 2 min read

Missão Italiana "Costruire Futuro" se encerra no Brasil após dez dias de agenda

Delegação passou por por São Paulo, Brasília, Bahia e Ceará durante o período que ficou no Brasil

Missão Italiana "Costruire Futuro" se encerra no Brasil após dez dias de agenda

A missão empresarial e institucional italiana "Costruire Futuro. Crescimento comum UE-Mercosul" encerra-se nesta sexta-feira, 18 de setembro, após dez dias de agenda que passou por São Paulo, Brasília, Bahia e Ceará, além da capital argentina, Buenos Aires, consolidando-se como a maior missão italiana já realizada no Brasil desde a assinatura do acordo UE-Mercosul.

Organizada pela ICE – Agência para a Promoção no Exterior e a Internacionalização das Empresas Italianas (ITA – Italian Trade Agency) e pela Confindustria (Confederação das Indústrias da Itália), com apoio da Câmara de Comércio Italiana na Argentina e da ITALCAM, e em coordenação com as Embaixadas da Itália no Brasil e na Argentina, a missão reuniu mais de 90 empresas italianas de cinco setores estratégicos: transição energética e infraestrutura sustentável, máquinas e equipamentos industriais, produtos farmacêuticos e médicos, tecnologias digitais e setor agroalimentar.

A etapa paulista, nos dias 9 e 10 de setembro, reuniu autoridades e empresários em sessão plenária na FIESP, com a participação do Vice-Presidente do Conselho de Ministros e Ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, do Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil, Márcio Fernando Elias Rosa, do presidente da FIESP, Paulo Skaf, e das lideranças italianas Matteo Zoppas (ICE) e Emanuele Orsini (Confindustria). Visitas técnicas por setor levaram as delegações a instituições como Enel Brasil, Cubo Itaú, Instituto Butantan e SENAI-SP. Ao todo, a etapa de São Paulo somou 1.260 encontros empresariais.

Em 10 e 11 de setembro, a missão seguiu para Brasília, com encontros na ApexBrasil e na Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na mesa-redonda sobre investimentos na transição energética, o coordenador de Investimentos da ApexBrasil, Carlos Padilla, destacou que 89% da geração energética brasileira provém de fontes renováveis, como hidrelétrica, solar, eólica e biomassa, o que coloca o país em posição favorável para receber investimentos sustentáveis. Participaram também representantes dos ministérios de Minas e Energia e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, além de ANEEL, BNDES, Banco do Nordeste e da instituição financeira italiana Cassa Depositi e Prestiti.

Encerrando a passagem pelo Brasil, a comitiva seguiu para a Bahia e o Ceará, ampliando o debate sobre transição energética e infraestrutura para dois estados com forte protagonismo em energias renováveis — etapa que a diretora da ICE para o Brasil, Milena Del Grosso, descreveu como resultado do entendimento de que a economia de baixo carbono é prioridade global, e não apenas de um setor entre os cinco definidos para a missão. “O Brasil oferece um cenário privilegiado nesse setor, não só por sua biodiversidade e composição geográfica, mas porque tem políticas específicas de promoção de uma indústria mais sustentável. Promover o diálogo entre empresas italianas brasileiras em torno desse mesmo repertório é necessário para o mundo e é uma oportunidade em torno da troca de tecnologias com foco na transição energética”, analisou Del Grosso.

 Como desdobramento concreto da missão, o ministro Antonio Tajani anunciou a criação de um grupo de trabalho permanente entre os governos italiano e brasileiro, com reuniões anuais para monitorar e impulsionar o comércio bilateral — medida que reforça a estratégia do governo de Giorgia Meloni de diversificação de mercados para a indústria italiana.

 Segundo a ICE, a Itália projeta alcançar 700 bilhões de euros em exportações anuais na próxima década, tendo o Mercosul como uma das principais alavancas desse crescimento. A meta inicial de 14 bilhões de euros em exportações italianas para o bloco — ante os 7,5 bilhões registrados em 2025 — já é considerada subestimada pela própria agência diante dos resultados da missão.